Entre as plantas que fazem parte da paisagem, da alimentação e da cultura brasileira, o maracujá ocupa um lugar especial. Seu fruto é amplamente conhecido, mas a espécie também possui uma história menos visível: o uso tradicional de suas folhas em preparações medicinais, especialmente aquelas associadas à agitação, ao relaxamento e ao sono.
O maracujá tratado neste artigo é Passiflora edulis Sims, espécie da família Passifloraceae e nativa da América do Sul. Sua flor, de arquitetura elaborada e facilmente reconhecível, tornou o gênero Passiflora objeto de interesse botânico, ornamental e cultural durante séculos.
No campo medicinal, porém, é importante fazer distinções. O fruto consumido como alimento não é equivalente às folhas utilizadas em preparações fitoterápicas, e resultados obtidos com extratos concentrados não podem ser automaticamente atribuídos a uma infusão doméstica.
Outro cuidado fundamental está na identificação da espécie. Grande parte da literatura internacional sobre “passionflower” refere-se a Passiflora incarnata, que não deve ser confundida com Passiflora edulis.
Neste artigo do Benverde, vamos conhecer a identidade botânica do maracujá, os compostos presentes em suas folhas, seus usos tradicionais, o que os estudos científicos já observaram e quais cuidados são importantes para interpretar essas informações com responsabilidade.
Resumo rápido
| Nome científico | Passiflora edulis Sims |
|---|---|
| Família | Passifloraceae |
| Nomes populares | Maracujá, maracujá-azedo e maracujá-amarelo, conforme o contexto e a forma cultivada |
| Origem | América do Sul, com distribuição nativa do Brasil ao Paraguai e nordeste da Argentina |
| Hábito | Trepadeira perene com gavinhas |
| Parte medicinal reconhecida | Folhas secas |
| Compostos em destaque | Flavonoides e outros metabólitos secundários |
| Uso medicinal tradicional | Preparações associadas à ansiedade, agitação e sedação leve |
| Atenção | Preparações medicinais podem causar sonolência e exigem cuidado quando associadas a sedativos, álcool ou outras substâncias depressoras do sistema nervoso |
O que é o maracujá (Passiflora edulis)?
O maracujá (Passiflora edulis) é uma planta trepadeira da família Passifloraceae.
A espécie é nativa da América do Sul. O Plants of the World Online, mantido pelo Royal Botanic Gardens, Kew, registra sua distribuição natural do Brasil ao Paraguai e nordeste da Argentina, embora atualmente a planta seja cultivada em numerosas regiões tropicais e subtropicais do mundo.
Seu crescimento ocorre por meio de ramos longos e flexíveis que utilizam gavinhas para se apoiar em outras estruturas.
A planta tornou-se mundialmente conhecida pelo fruto aromático e comestível, mas suas folhas também fazem parte da tradição medicinal e são reconhecidas em documentos farmacopéicos brasileiros.
A monografia da Farmacopeia Brasileira para o maracujá-azedo define a droga vegetal como constituída pelas folhas secas de Passiflora edulis.
Características botânicas e como reconhecer o maracujazeiro

Passiflora edulis apresenta algumas características bastante marcantes.
Hábito trepador
É uma planta trepadeira perene, capaz de desenvolver ramos longos.
As gavinhas, estruturas finas que se enrolam em suportes próximos, ajudam a planta a subir e permanecer sustentada.
Folhas
As folhas adultas são geralmente trilobadas, isto é, apresentam três lobos bem definidos.
As margens são serrilhadas, e a forma das folhas ajuda a diferenciar P. edulis de outras espécies do mesmo gênero.
Folhas jovens ou determinadas estruturas da planta podem apresentar variações de formato, razão pela qual a identificação nunca deve se basear em apenas uma característica isolada.
Flores
As flores do maracujazeiro possuem estrutura particularmente elaborada.
Apresentam pétalas e sépalas claras e uma corona composta por numerosas estruturas filamentosas, frequentemente com tonalidades brancas e arroxeadas.
Além de ornamentais, essas flores tiveram grande importância na história cultural do gênero Passiflora.
Frutos
Os frutos são globosos ou ovalados e apresentam casca relativamente resistente.
Conforme a forma cultivada, podem adquirir coloração amarela ou arroxeada quando maduros.
No interior encontram-se numerosas sementes envolvidas pela polpa aromática que tornou o maracujá tão conhecido na alimentação.
Origem e distribuição: uma espécie sul-americana
Embora hoje seja encontrada em muitas regiões do planeta, Passiflora edulis possui origem sul-americana.
Sua área nativa inclui diferentes regiões brasileiras, além do Paraguai e do nordeste da Argentina. A espécie posteriormente foi introduzida em numerosos países devido principalmente ao interesse pelo fruto.
Essa origem torna o maracujá especialmente interessante dentro da flora relacionada à cultura brasileira.
Ao longo do tempo, seu cultivo ultrapassou o uso alimentar. O maracujazeiro passou a ocupar quintais, pomares, jardins e sistemas agrícolas, enquanto diferentes espécies do gênero Passiflora também ganharam importância ornamental e medicinal.
Folha e fruto de maracujá não têm o mesmo uso

Esta é uma das distinções mais importantes quando falamos de maracujá medicinal.
Fruto e polpa
O fruto de Passiflora edulis é utilizado principalmente como alimento.
Pode ser consumido in natura ou empregado em sucos, sobremesas e inúmeras preparações culinárias.
Embora o fruto possua diversos nutrientes e compostos vegetais, beber suco de maracujá não é equivalente ao uso medicinal das folhas.
Folhas
As folhas secas constituem a parte reconhecida na monografia farmacopéica brasileira de Passiflora edulis.
A Farmacopeia estabelece inclusive parâmetros de identidade e qualidade para esse material vegetal, incluindo um teor mínimo de flavonoides totais expressos em apigenina.
Extratos e tinturas
Extratos, tinturas e outras preparações fitoterápicas apresentam concentrações próprias.
Uma dose utilizada em um estudo com extrato não pode ser convertida diretamente em uma xícara de chá.
Da mesma forma, resultados obtidos com casca, pericarpo ou outras partes do fruto não devem ser automaticamente atribuídos às folhas. Estudos experimentais mostram que diferentes partes da planta possuem composições e respostas farmacológicas próprias.
Essa distinção ajuda a evitar uma interpretação muito comum:
fruto, folha, chá e extrato não são formas equivalentes de uso do maracujá.
Principais compostos presentes nas folhas
As folhas de Passiflora edulis contêm diferentes classes de metabólitos vegetais.
Entre os grupos mais estudados estão os flavonoides, incluindo derivados de compostos como:
- isoorientina;
- orientina;
- vitexina;
- isovitexina;
- luteolina;
- apigenina.
A importância dos flavonoides é reforçada pela própria Farmacopeia Brasileira, que utiliza o teor total desses compostos como um dos parâmetros de qualidade para a droga vegetal.
Estudos químicos identificaram também outros metabólitos em extratos de P. edulis, demonstrando que a composição é complexa e pode variar conforme a parte da planta, origem do material e método de extração.
E os alcaloides?
Durante muitos anos, alcaloides β-carbolínicos foram frequentemente relacionados aos efeitos de espécies de Passiflora no sistema nervoso.
Entretanto, isso não deve ser generalizado para todas as espécies.
Um estudo metabolômico publicado em 2015 não detectou, nos extratos avaliados de P. edulis, alcaloides do tipo harmano encontrados em Passiflora incarnata. Os pesquisadores observaram que outros grupos de metabólitos provavelmente participavam dos efeitos encontrados nos modelos experimentais.
Essa é mais uma razão para evitar transferir informações de uma espécie de Passiflora para outra.
Usos tradicionais do maracujá
No Brasil, diferentes espécies de Passiflora fazem parte da tradição relacionada a preparações calmantes.
Para Passiflora edulis, documentos brasileiros descrevem usos relacionados principalmente ao sistema nervoso.
Ansiedade e agitação leve
O Formulário de Fitoterápicos da Farmacopeia Brasileira apresenta preparação de Passiflora edulis indicada como ansiolítico e sedativo suave.
Um suplemento posterior do mesmo formulário também apresenta tintura da espécie como auxiliar no tratamento sintomático da ansiedade e insônia leve.
Isso fornece respaldo brasileiro importante para o uso medicinal da espécie.
Ainda assim, é necessário distinguir uma preparação fitoterápica padronizada de um uso doméstico feito sem controle de quantidade ou concentração.
Relaxamento
O maracujá também permanece associado culturalmente a momentos de descanso e desaceleração.
No contexto medicinal, porém, o termo “relaxante” deve ser compreendido com cautela.
O interesse farmacológico está relacionado a possíveis efeitos sobre o sistema nervoso central, e não a uma ideia genérica de “equilibrar o organismo”.
Sono e insônia leve
Preparações de P. edulis também aparecem em referências brasileiras relacionadas à sedação suave e insônia leve.
Isso não significa que qualquer chá caseiro possua eficácia comprovada para tratar insônia crônica.
Problemas persistentes de sono podem ter diversas causas e merecem investigação adequada.
O que dizem as evidências científicas sobre Passiflora edulis?
O interesse científico pelos efeitos neurofarmacológicos da espécie existe há décadas.
Os resultados são interessantes, mas grande parte da evidência específica para P. edulis ainda é pré-clínica.
Estudo de 2006: extrato aquoso e flavonoides
Em 2006, pesquisadores avaliaram um extrato aquoso de Passiflora edulis, suas frações e alguns constituintes flavonoídicos.
Em modelos animais de ansiedade, o extrato apresentou atividade semelhante à ansiolítica, enquanto determinadas frações de flavonoides também alteraram a atividade motora.
Um dos compostos isolados, derivado da luteolina, apresentou efeito semelhante a ansiolítico no modelo utilizado sem comprometer significativamente a atividade motora.
Estudo citado: Coleta et al., 2006 — Phytotherapy Research.
Acessar o estudo no PubMed
Estudo de 2010: efeito dependente da dose em animais
Em outro estudo, publicado em 2010, extratos e frações de Passiflora edulis então identificada como forma flavicarpa foram avaliados em camundongos.
Os pesquisadores observaram efeitos semelhantes a ansiolítico em determinadas doses e efeitos sedativos em doses mais elevadas de algumas frações.
Também foram observadas alterações na atividade motora em determinadas condições.
É importante destacar novamente: esse foi um estudo animal utilizando extratos, e não um ensaio clínico com pessoas tomando chá de folhas.
Estudo citado: Deng et al., 2010 — Journal of Ethnopharmacology.
Acessar o estudo no PubMed
Diferentes materiais vegetais podem produzir resultados diferentes
Uma pesquisa comparando materiais de P. edulis de frutos amarelos e arroxeados encontrou diferenças tanto na composição de flavonoides quanto nas respostas comportamentais observadas em animais.
Isso mostra que nem mesmo materiais pertencentes à mesma espécie devem ser considerados necessariamente idênticos do ponto de vista químico e farmacológico.
Estudo citado: Li et al., 2011 — Journal of Ethnopharmacology.
Acessar o estudo no PubMed
O que os estudos ainda não permitem afirmar
Os estudos realizados com Passiflora edulis ajudam a compreender por que a espécie despertou interesse como planta de ação sobre o sistema nervoso.
Mas existem limites importantes.
Grande parte dessas pesquisas utilizou:
- animais de laboratório;
- extratos concentrados;
- doses específicas;
- frações químicas isoladas;
- condições experimentais muito diferentes do uso cotidiano.
Por isso, não é correto concluir que:
“chá de folha de maracujá trata ansiedade”
ou
“maracujá é um tratamento comprovado para insônia”.
A evidência clínica em seres humanos especificamente para Passiflora edulis ainda é muito mais limitada do que a literatura experimental.
Muitos estudos clínicos encontrados sob os termos “Passiflora” ou “passionflower” referem-se, na realidade, a Passiflora incarnata ou a produtos contendo combinações de diferentes plantas. Uma revisão sobre produtos medicinais de Passiflora demonstra essa predominância de P. incarnata nos ensaios clínicos registrados.
Portanto, o cenário mais correto atualmente é:
há tradição de uso e evidência experimental interessante para P. edulis, mas isso não equivale a comprovação clínica robusta para todos os usos atribuídos à planta.
Tradição × o que a ciência mostra
| Uso associado | O que sabemos atualmente |
|---|---|
| Ansiedade e agitação leve | Há uso fitoterápico reconhecido em formulários brasileiros e estudos experimentais com atividade semelhante à ansiolítica. A evidência clínica específica para P. edulis ainda é limitada. |
| Sono e insônia leve | Preparações brasileiras descrevem uso como sedativo suave e auxiliar em insônia leve, mas isso não comprova eficácia de qualquer chá doméstico para insônia crônica. |
| Sedação | Efeitos semelhantes à sedação foram observados em estudos animais, especialmente com determinadas frações e doses mais elevadas. |
| Atividade antioxidante | Diferentes partes e extratos da planta apresentam atividade antioxidante em estudos laboratoriais. Isso não demonstra, isoladamente, prevenção ou tratamento de doenças em seres humanos. |
| “Efeito calmante” do fruto ou suco | O consumo alimentar do fruto não deve ser considerado equivalente ao uso medicinal das folhas ou de extratos padronizados. |
Passiflora edulis e Passiflora incarnata são a mesma planta?

Não.
As duas pertencem ao gênero Passiflora, mas são espécies diferentes.
Essa distinção é particularmente importante porque grande parte da literatura científica internacional sobre “passionflower” está relacionada a Passiflora incarnata.
A própria Agência Europeia de Medicamentos possui uma monografia de Passiflorae herba baseada especificamente em Passiflora incarnata L., e não em P. edulis.
Consultar a monografia europeia de Passiflora incarnata
A confusão entre as duas espécies não é recente. Um estudo dedicado à identificação de P. incarnata descreveu como referências históricas trataram equivocadamente P. edulis como sinônimo, contribuindo para inconsistências na literatura posterior.
Curiosamente, bases taxonômicas modernas ainda registram P. incarnata entre nomes historicamente aplicados de maneira incorreta a P. edulis, reforçando a importância de verificar a espécie realmente estudada.
Para o leitor, a regra mais importante é simples:
um resultado obtido com Passiflora incarnata não deve ser automaticamente utilizado como evidência para Passiflora edulis.
Segurança, contraindicações e interações
O fato de uma planta possuir tradição medicinal não significa que todas as suas preparações sejam adequadas para todas as pessoas.
No caso de Passiflora edulis, os principais cuidados estão relacionados ao potencial de sonolência e interação com outras substâncias de ação sedativa.
Sonolência
O Formulário de Fitoterápicos brasileiro alerta que determinadas preparações medicinais de P. edulis podem causar sonolência.
Por isso, é importante observar a resposta individual, especialmente nas primeiras utilizações.
Dirigir e operar máquinas
O suplemento brasileiro para tintura de Passiflora edulis alerta que a preparação pode prejudicar a habilidade de dirigir ou operar máquinas.
O cuidado é especialmente importante quando há sensação de sonolência ou redução da atenção.
Medicamentos sedativos
Pessoas que utilizam medicamentos que deprimem o sistema nervoso central devem buscar orientação profissional antes de utilizar preparações medicinais de maracujá.
O Formulário brasileiro recomenda não associar determinadas preparações a sedativos e também traz advertências quanto ao uso concomitante de outras substâncias que aumentem a sonolência.
Bebidas alcoólicas
Álcool e preparações de efeito sedativo não são uma combinação adequada.
Além disso, algumas tinturas de Passiflora edulis contêm álcool como parte da própria formulação, exigindo cuidados adicionais em grupos específicos.
Gestação e amamentação
Preparações medicinais de Passiflora edulis não devem ser utilizadas durante a gestação ou amamentação sem orientação profissional.
Documentos brasileiros destinados a determinadas formulações estabelecem restrições explícitas nesses grupos.
Crianças
O uso de plantas com ação sobre o sistema nervoso não deve ser tratado como uma alternativa automaticamente segura para crianças.
As recomendações variam conforme preparação, idade e concentração.
Por isso, o uso medicinal em crianças deve ocorrer somente com orientação adequada.
Uso prolongado
O uso contínuo ou em doses elevadas também merece atenção.
O Formulário brasileiro recomenda evitar uso prolongado e doses altas para determinadas preparações de Passiflora edulis.
Se ansiedade, agitação ou dificuldade para dormir forem frequentes ou persistentes, a melhor conduta é investigar a causa em vez de prolongar indefinidamente o uso de uma planta medicinal.
Curiosidade Botânica Histórica
O gênero Passiflora possui uma das histórias de nomenclatura mais curiosas da botânica.
As flores chamaram a atenção dos europeus por sua arquitetura incomum. Missionários cristãos dos séculos XVI e XVII passaram a interpretar partes da flor como símbolos relacionados à Paixão de Cristo.
Os filamentos da corona foram comparados à coroa de espinhos; os três estigmas, aos cravos; e outras estruturas florais receberam interpretações igualmente simbólicas.
Foi essa associação cultural que contribuiu para o nome Passiflora, posteriormente adotado formalmente na nomenclatura botânica. O Missouri Botanical Garden registra essa interpretação histórica e sua relação com o nome do gênero.
Ao longo dos séculos seguintes, as espécies de Passiflora passaram a aparecer com frequência em obras botânicas, herbários ilustrados e enciclopédias de história natural.
A ilustração histórica abaixo, publicada no início do século XX, reúne flores do gênero Passiflora e testemunha a longa admiração despertada por essas plantas.
Importante: a prancha apresenta representantes do gênero Passiflora e não deve ser interpretada como uma ilustração diagnóstica exclusiva de Passiflora edulis.

Herbarium Benverde • Archivum Botanicum
A presença de Passiflora em obras botânicas e enciclopédicas revela como suas flores se tornaram exemplos duradouros do encontro entre ciência, arte, natureza e história cultural.
Fonte histórica: Biodiversity Heritage Library
Entre tradição e investigação científica
O maracujá é um bom exemplo de como estudar uma planta medicinal exige mais do que perguntar simplesmente se ela “funciona”.
É preciso saber:
qual espécie foi utilizada;
qual parte da planta foi estudada;
como essa parte foi preparada;
qual foi a dose;
e em que tipo de estudo o resultado foi observado.
No caso de Passiflora edulis, existe uma tradição brasileira importante relacionada às folhas e também há resultados experimentais que ajudam a compreender possíveis efeitos sobre o sistema nervoso.
Mas a ciência ainda não permite transformar todo esse conjunto de informações em uma afirmação simples de que “maracujá trata ansiedade ou insônia”.
Reconhecer esses limites não diminui o valor da planta.
Ao contrário: permite que tradição, botânica e ciência ocupem seus lugares corretamente.
Conheça a trilogia do Maracujá
Explore a planta por meio da botânica, dos usos tradicionais e do preparo do chá.
Conclusão
O maracujá, Passiflora edulis, reúne diferentes dimensões em uma mesma planta. Seu fruto integra a alimentação, suas flores estão entre as mais marcantes da flora tropical e suas folhas possuem uma longa história de utilização em preparações medicinais.
Documentos farmacopéicos brasileiros reconhecem as folhas da espécie, enquanto pesquisas experimentais investigam os mecanismos e compostos que podem estar relacionados às atividades observadas sobre o sistema nervoso. Ao mesmo tempo, a evidência clínica específica para P. edulis permanece mais limitada do que muitas afirmações populares fazem parecer.
Distinguir folha de fruto, extrato de infusão e Passiflora edulis de outras espécies do gênero permite conhecer o maracujá com mais profundidade e utilizar a informação sobre plantas medicinais de forma mais responsável.
Este conteúdo possui caráter informativo e educacional. Não substitui orientação médica, diagnóstico ou tratamento profissional.
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