Prancha botânica de Valeriana officinalis com planta florida, folhas, raízes e rizoma em destaque.

Valeriana (Valeriana officinalis): botânica, usos tradicionais e evidências científicas

Há plantas cuja história medicinal parece nascer de suas flores. Com a valeriana (Valeriana officinalis), o olhar precisa descer até o solo.

É nos órgãos subterrâneos, principalmente raízes e rizomas, que se encontra a matéria-prima utilizada nas preparações medicinais tradicionais e nos extratos investigados pela ciência. É também ali que estão compostos como os ácidos valerênicos, estudados por sua interação com mecanismos relacionados ao sistema nervoso central.

Durante séculos, a valeriana esteve associada ao repouso, à inquietação e às dificuldades para dormir. A pesquisa moderna tentou transformar essa longa tradição em perguntas mensuráveis: a planta realmente melhora a qualidade do sono? Diminui o tempo necessário para adormecer? Seus efeitos sobre o sistema GABA explicam aquilo que é observado em pessoas?

As respostas são mais interessantes do que um simples “sim” ou “não”.

A Agência Europeia de Medicamentos reconhece um extrato seco etanólico específico da raiz para alívio de tensão nervosa leve e distúrbios do sono com base em “uso bem estabelecido”, enquanto outras preparações. incluindo a raiz fragmentada utilizada em chá, permanecem classificadas como uso tradicional. Ao mesmo tempo, uma revisão guarda-chuva publicada em 2024 concluiu que as evidências atuais não sustentam a valeriana como tratamento comprovado da insônia clínica, embora possam existir melhoras subjetivas na qualidade do sono.

É justamente nessa diferença entre planta, preparação, tradição e evidência clínica que começa nossa investigação.

🌿 Valeriana em poucas palavras

Nome científico: Valeriana officinalis L.

Família botânica: Caprifoliaceae

Forma de vida: herbácea perene e rizomatosa

Distribuição nativa: Europa até o noroeste do Irã

Parte medicinal: órgãos subterrâneos secos, especialmente raízes e rizomas

Compostos estudados: ácido valerênico e derivados, valepotriatos, componentes do óleo essencial, lignanas e flavonoides

Usos tradicionais: sintomas leves de estresse mental e auxílio ao sono

Evidência clínica: varia conforme a preparação; alguns estudos mostram melhora, mas revisões recentes consideram a evidência para insônia inconsistente

Atenção: raiz fragmentada, chá, tintura e extratos padronizados possuem concentrações e níveis de evidência diferentes.

O Kew reconhece Valeriana officinalis L. como espécie aceita da família Caprifoliaceae, nativa da Europa até o noroeste do Irã e típica de regiões temperadas.

Kew — Valeriana officinalis L.: taxonomia e distribuição
Consultar Valeriana officinalis no Plants of the World Online

O que é a Valeriana (Valeriana officinalis)?

Valeriana officinalis crescendo na natureza, com caules eretos, folhas divididas e inflorescências rosadas.

A Valeriana officinalis é uma herbácea perene que pode atingir aproximadamente 1,5 metro de altura.

A partir de um rizoma relativamente curto desenvolvem-se numerosas raízes e, em alguns exemplares, pequenos estolões. Os caules são eretos e ocos, enquanto as folhas aparecem opostas e profundamente divididas em segmentos estreitos.

As flores são pequenas, geralmente brancas a rosadas, reunidas em grandes inflorescências terminais. Depois da floração desenvolvem-se pequenos frutos secos providos de estruturas semelhantes a um tufo, que ajudam na dispersão. Descrições florísticas registram grande variabilidade morfológica dentro da espécie, incluindo diferenças relacionadas a populações e níveis de ploidia.

Apesar da delicadeza das flores, elas não constituem a principal droga medicinal utilizada na fitoterapia moderna.

A história terapêutica da valeriana está concentrada abaixo do solo.

Raiz, rizoma e estolões: onde está a Valeriana medicinal?

A Farmacopeia Brasileira descreve a droga vegetal como os órgãos subterrâneos secos de Valeriana officinalis, incluindo raízes, rizomas e estolões.

A monografia farmacopéica brasileira disponível na Biblioteca Digital da Anvisa estabelece ainda parâmetros químicos destinados ao controle de identidade e qualidade dessa matéria-prima.

Esse detalhe é importante porque muitos conteúdos ilustram valeriana apenas com belas flores, dando a impressão de que são elas que entram nas cápsulas, extratos e infusões.

Na realidade, quando encontramos expressões como:

Valerianae radix
ou
valerian root

estamos falando da matéria-prima subterrânea.

Anvisa — Valeriana, rizoma e raiz: monografia farmacopéica
Consultar a monografia da Valeriana na Biblioteca Digital Anvisa

Principais compostos naturais da Valeriana

A fitoquímica da valeriana é complexa e ajuda a explicar por que dois produtos comerciais aparentemente semelhantes podem não apresentar exatamente o mesmo comportamento.

Entre os grupos mais estudados estão os ácidos sesquiterpênicos, sobretudo ácido valerênico e derivados; componentes voláteis do óleo essencial; valepotriatos, como valtrato e didrovaltrato; além de lignanas, flavonoides e outros constituintes.

O ácido valerênico ganhou atenção especial porque é utilizado como marcador químico em diferentes processos de padronização e demonstrou atividade sobre receptores GABA-A em estudos experimentais.

Mas existe uma distinção fundamental:

a presença de ácido valerênico não prova, sozinha, a eficácia clínica de uma preparação.

A concentração varia conforme matéria-prima, processamento, solvente e método de extração.

🔬 Ácido valerênico e GABA: o que acontece no laboratório?

Um dos mecanismos mais estudados envolve o ácido gama-aminobutírico — GABA, importante neurotransmissor inibitório do sistema nervoso.

Em estudos com receptores GABA-A expressos experimentalmente, o ácido valerênico modulou determinadas subunidades do receptor e aumentou a resposta ao GABA. O efeito mostrou dependência especialmente das subunidades β2 e β3.

Outro trabalho mostrou que ácido valerênico e valerenol apresentaram ação ansiolítica em modelos animais e relacionou essa atividade a receptores GABA-A contendo a subunidade β3.

São estudos elegantes e importantes para compreender um possível mecanismo.

Mas eles não significam que:

“valeriana funciona como um benzodiazepínico natural”.

Essa comparação seria excessiva.

Receptores podem compartilhar vias farmacológicas sem que duas substâncias tenham potência, farmacocinética, eficácia clínica ou perfil de segurança equivalentes.


Consultar o estudo no PubMed

Raiz, chá, tintura e extrato: por que não são equivalentes?

Esta diferença será central em toda a trilogia da Valeriana.

Raiz fragmentada

É a matéria-prima vegetal seca.

Pode ser utilizada para preparar uma infusão e possui concentração natural variável dos constituintes.

Pó da raiz

A droga vegetal é triturada, mas continua sendo a matéria-prima integral. Sua forma de utilização e sua dose não precisam ser idênticas às da raiz fragmentada.

Tintura

Utiliza uma proporção específica entre planta e solvente hidroalcoólico.

O álcool extrai determinados constituintes em proporções diferentes da água.

Extrato aquoso

Também apresenta uma composição própria, determinada pela relação entre matéria-prima e solvente e pelas condições de extração.

Extrato seco etanólico padronizado

É particularmente importante na ciência da valeriana.

A monografia da EMA diferencia um extrato seco preparado com etanol 40–70%, DER 3–7,4:1, para o qual existe reconhecimento de uso medicinal bem estabelecido no alívio de tensão nervosa leve e distúrbios do sono.

Outras formas — raiz fragmentada, pó, suco, extratos aquosos, algumas tinturas e outros extratos — aparecem no campo de uso tradicional.

Portanto:

um estudo positivo com extrato etanólico padronizado não comprova automaticamente o mesmo efeito para uma xícara de chá.

Infográfico comparando raiz seca, chá, tintura e extrato padronizado de Valeriana officinalis.

Usos tradicionais da Valeriana

A associação da valeriana com repouso, inquietação e sono atravessa séculos de fitoterapia europeia.

Hoje, a EMA reconhece dois níveis regulatórios distintos.

Para um extrato seco etanólico específico, a indicação de alívio de tensão nervosa leve e distúrbios do sono está baseada em uso bem estabelecido, sustentado por experiência medicinal e estudos clínicos.

Para outras preparações da raiz, a agência reconhece uso tradicional para o alívio de sintomas leves de estresse mental e auxílio ao sono.

Essa distinção raramente aparece quando alguém escreve simplesmente:

“Valeriana serve para dormir.”

Mas cientificamente ela faz toda a diferença.


Consultar a página oficial da EMA sobre Valerianae radix

O que a ciência diz sobre Valeriana e sono?

Esta é a parte mais interessante e também a mais contraditória  da literatura sobre a planta.

Existem estudos positivos.

Existem estudos negativos.

Existem resultados subjetivos melhores do que resultados objetivos.

E há grande variação entre extratos, doses, duração de tratamento e características dos participantes.

Por isso, qualquer frase absoluta sobre “comprovação da valeriana para insônia” simplifica demais a ciência.

Os estudos mais antigos encontraram sinais de benefício

Uma revisão sistemática e meta-análise publicada em 2006 identificou 16 estudos randomizados envolvendo 1.093 participantes.

Em seis estudos que perguntavam simplesmente se a qualidade do sono havia melhorado, a valeriana apresentou resultado favorável. Entretanto, os autores encontraram problemas metodológicos importantes e indícios de viés de publicação, além de grande variação entre os preparados estudados.


Consultar a revisão no PubMed

Uma meta-análise de 2010 avaliou 18 ensaios randomizados.

O resultado também foi peculiar: houve sinal favorável quando a melhora da qualidade do sono era avaliada de maneira simples e subjetiva, mas não apareceu benefício significativo para medidas quantitativas como latência para adormecer.

Ou seja:

algumas pessoas relatavam dormir melhor, mas as medidas mais objetivas não confirmavam de forma consistente essa melhora.

Uma revisão de 2020 foi mais favorável

Em 2020, uma revisão sistemática com meta-análise reuniu 60 estudos, totalizando 6.894 participantes.

As meta-análises específicas incluíram dez estudos sobre qualidade subjetiva do sono, com 1.065 participantes, e oito sobre ansiedade, com 535.

Os autores encontraram resultados favoráveis e levantaram uma hipótese interessante: parte das inconsistências da literatura poderia estar relacionada à qualidade e composição muito diferentes dos extratos utilizados.

Esse é um ponto biologicamente plausível.

Mas não encerrou a discussão.


Consultar a revisão no PubMed

E então veio uma revisão guarda-chuva em 2024

Uma umbrella review publicada em 2024 adotou uma estratégia ainda mais rigorosa: em vez de revisar estudos individuais, avaliou as próprias revisões sistemáticas existentes sobre valeriana e insônia.

Foram selecionadas oito revisões.

A conclusão foi significativamente mais cautelosa.

Os autores consideraram que as evidências disponíveis não demonstram eficácia da valeriana para o tratamento da insônia como transtorno clínico.

Ao mesmo tempo, reconheceram que alguns estudos sugerem melhora subjetiva da qualidade do sono, enquanto os resultados quantitativos ou objetivos continuam inconsistentes.

Essa diferença precisa aparecer claramente no Benverde:

Há sinais de possível melhora subjetiva do sono, mas isso não equivale a comprovar a Valeriana como tratamento da insônia clínica.


Consultar a revisão de 2024 no PubMed

Um estudo recente encontrou resultados positivos

A ciência continua investigando a questão.

Um ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo publicado em 2024 avaliou 80 adultos com queixas de sono durante oito semanas; 72 concluíram a avaliação de eficácia.

O extrato padronizado de Valeriana officinalis esteve associado a melhora no índice Pittsburgh de qualidade do sono e também em medidas obtidas por actigrafia, incluindo latência, duração e eficiência do sono. Uma parte dos participantes também realizou polissonografia.

O estudo é interessante porque incluiu algumas medidas objetivas.

Mas permanece sendo um único ensaio pequeno, realizado com um extrato específico, e não altera sozinho as limitações identificadas pelas revisões mais amplas.


Consultar o ensaio clínico no PubMed

Então a Valeriana funciona ou não funciona?

A resposta depende da pergunta.

Se perguntarmos:

Existe tradição medicinal e algum suporte clínico para determinadas preparações de valeriana relacionadas ao sono?

Sim.

Se perguntarmos:

A valeriana está comprovada como tratamento da insônia clínica independentemente da preparação?

Não.

A literatura é heterogênea demais para isso.

A própria American Academy of Sleep Medicine, em sua diretriz para tratamento farmacológico da insônia crônica em adultos, sugeriu não utilizar valeriana para insônia de início ou de manutenção, uma recomendação classificada como fraca e baseada nas limitações da evidência disponível.

Isso não significa que todo uso de valeriana seja inútil.

Significa que transtorno de insônia crônica exige um nível de evidência diferente daquele necessário para reconhecer um uso tradicional ou observar melhora subjetiva do sono.


Consultar a diretriz no PubMed

Valeriana e tensão nervosa leve

A outra grande área de uso envolve aquilo que a EMA chama de mild nervous tension e, para as preparações tradicionais, sintomas leves de estresse mental.

Um extrato seco etanólico específico possui enquadramento de uso bem estabelecido na Europa também para tensão nervosa leve.

Entretanto, devemos evitar transformar isso em:

“Valeriana trata transtorno de ansiedade.”

São coisas diferentes.

O NCCIH considera que ainda não existe evidência suficiente para conclusões sobre valeriana em ansiedade, depressão, estresse e outras condições.

Portanto, no Benverde, a expressão mais adequada é:

algumas preparações de valeriana são utilizadas para tensão nervosa leve e sintomas leves de estresse; isso não equivale ao tratamento comprovado de transtornos de ansiedade.

🌿 Valeriana: tradição × evidência científica

Uso ou preparação O que a tradição ou regulação registra O que a ciência mostra
Extrato seco etanólico específico A EMA reconhece uso bem estabelecido para tensão nervosa leve e distúrbios do sono. Existem estudos clínicos favoráveis, mas o resultado pertence à preparação padronizada estudada.
Raiz fragmentada e outras preparações tradicionais Utilizadas tradicionalmente para sintomas leves de estresse mental e auxílio ao sono. O reconhecimento está baseado principalmente na longa história de uso; não deve ser confundido com evidência do extrato etanólico específico.
Qualidade subjetiva do sono A valeriana é utilizada há séculos como auxiliar do repouso. Algumas revisões encontraram melhora subjetiva, mas os resultados são heterogêneos.
Insônia clínica A planta é popularmente associada à insônia. Revisão guarda-chuva de 2024 não encontrou suporte suficiente para considerá-la tratamento comprovado da insônia.
Ansiedade Historicamente relacionada à inquietação e tensão nervosa. Há sinais em alguns estudos e mecanismos experimentais, mas evidência insuficiente para afirmar tratamento de transtornos de ansiedade.
Mecanismos GABAérgicos Não pertencem à tradição; são hipóteses farmacológicas modernas. Ácido valerênico modula receptores GABA-A em modelos experimentais, mas esse mecanismo não prova sozinho eficácia clínica.

Uma característica importante: o efeito não é necessariamente imediato

A EMA destaca uma característica pouco mencionada quando a valeriana aparece na internet como “chá para dormir”:

o início do efeito é gradual.

A monografia afirma que a raiz de valeriana não é apropriada como intervenção aguda para tensão nervosa leve ou distúrbios do sono e considera que o efeito ideal pode exigir uso continuado por duas a quatro semanas. Caso os sintomas persistam ou piorem depois de duas semanas, recomenda-se procurar médico ou farmacêutico.

Isso coloca a valeriana em contexto muito diferente da imagem de:

“não consigo dormir hoje, então vou tomar algo e apagar”.

Não é assim que a monografia oficial descreve seu comportamento.

Segurança, cuidados e precauções

Há uma nuance interessante entre as fontes.

A monografia europeia informa que, na época da avaliação, não haviam sido descritas interações medicamentosas específicas na literatura para as preparações contempladas.

Isso não significa que todas as combinações sejam comprovadamente seguras.

Como a valeriana pode ter efeito sobre alerta e sonolência, o NCCIH recomenda cautela com álcool e medicamentos sedativos, pela possibilidade de somar efeitos sobre o sistema nervoso central.

Assim, é melhor evitar frases absolutas como:

“Valeriana não interage com medicamentos.”

O correto é:

não há um conjunto amplo de interações clinicamente estabelecidas, mas combinações com substâncias sedativas merecem cautela e nem todas as associações foram estudadas.

NCCIH — Valerian: usefulness and safety
Consultar a página do NCCIH sobre eficácia e segurança da Valeriana

Curiosidade Botânica Histórica

Muito antes da fotografia científica, identificar corretamente uma planta dependia da observação minuciosa e da precisão dos ilustradores botânicos.

A Valeriana officinalis, conhecida há séculos na tradição medicinal europeia, também encontrou espaço nessas grandes obras ilustradas.

A prancha abaixo pertence a Köhler’s Medizinal-Pflanzen e foi publicada no final do século XIX. A versão histórica preservada atualmente no Wikimedia Commons é catalogada como de 1897.

Além da planta em sua forma geral, a ilustração registra detalhes ampliados das flores, estames, pólen, fruto e semente — elementos fundamentais para a identificação botânica numa época em que cada detalhe precisava ser preservado pela mão do ilustrador.

Mais de um século depois, a prancha continua mostrando como arte e ciência puderam compartilhar a mesma página para preservar o conhecimento sobre uma espécie medicinal.

Ilustração botânica histórica de Valeriana officinalis publicada em Köhler’s Medizinal-Pflanzen no final do século XIX.
Köhler’s Medizinal-Pflanzen • Valeriana officinalis • 1897
Herbarium Benverde • Archivum Botanicum

A prancha registra a morfologia da valeriana e diferentes detalhes florais e reprodutivos, preservando um documento botânico que atravessou mais de um século.

Conheça a trilogia da Valeriana

Explore a planta por meio da botânica, dos usos tradicionais e do preparo do chá.

Conclusão

A Valeriana officinalis talvez seja uma das melhores plantas para mostrar como a ciência das plantas medicinais raramente cabe em respostas simples.

Sua história atravessa séculos.

Sua raiz possui uma composição química complexa.

O ácido valerênico apresenta mecanismos experimentais bastante interessantes sobre receptores GABA-A.

Existem ensaios clínicos positivos.

Existem revisões que encontraram melhora subjetiva do sono.

Existe uma preparação específica reconhecida pela EMA como de uso medicinal bem estabelecido.

E, ainda assim, uma revisão ampla publicada em 2024 concluiu que não existe evidência suficientemente consistente para considerar a valeriana um tratamento comprovado para a insônia clínica.

Essas afirmações não são contraditórias quando compreendemos o contexto.

Um extrato específico não representa toda forma de valeriana.

Melhorar subjetivamente a qualidade do sono não é necessariamente tratar um transtorno de insônia.

Um mecanismo GABAérgico observado em laboratório não comprova, sozinho, eficácia em seres humanos.

E uma tradição longa não precisa ser transformada em promessa para continuar sendo relevante.

No Benverde, conhecer a Valeriana significa justamente permanecer nesse ponto de equilíbrio.

Olhar para a raiz que atravessou séculos de uso medicinal.

Olhar para os estudos que tentaram medir aquilo que a tradição observava.

E aceitar que a ciência, às vezes, não nos entrega uma resposta definitiva — mas nos oferece algo igualmente precioso:

a possibilidade de perguntar melhor.

Herbarium Benverde – Coleção Saberes do Mundo
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Este conteúdo possui caráter informativo e educacional. Não substitui orientação médica, diagnóstico ou tratamento profissional.

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